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Findolândia

No final do arco-íris, depois do pote de ouro e do vale dos gnomos, atravessando o beco das bruxas, pulando o buraco do fim do mundo, virando a esquerda de onde o vento faz a curva, finalmente chegamos à pequena cidadezinha de Findolândia. O lema da população era “no fim do mundo e no começo da nova era“.

Findolândia

No subúrbio desta cidade na Rua Nova Era pra Depois moravam menos que pouca e mais do que muita gente, morava também entre essas pessoas Brida Ariel e Zecca, dois jovens apaixonados por falta de opção.

Um lindo dia de sol, Zecca chega suado e fedendo, vira para Brida Ariel e diz:

- Já que só tem eu e você, você e eu, porque não nos casamos?

E Brida Ariel responde toda sorridente:

- Fazer o que né?! Já que só tem você e eu, eu e você vamos logo juntar nossos paninhos de bunda!

E logo foram falar com o Padre Osvaldo Cruz Credo sobre a decisão. O Padre concordou em celebrar o lindo casório.

No dia marcado o carro do seu Antônio foi buscar a noiva para o casório. Brida Ariel chega linda com a roupa que sua bisavó, sua vó, sua mãe, suas 5 irmãs mais velhas tinham casado, o vestido era lindo, discreto e semi-novo: rosa choque com listras verde limão e atrás um laço pequeno de apenas 1 metro de comprimento que quase não destacava por ser amarelo canário.

Ao entrar na igreja Brida Ariel leva um tropeção e quebra os dentes da frente, mas a emoção foi tanta que ao se levantar ela tropeça novamente, só que desta vez em seu pequeno laço. Agora a coitada fica manca.

Mancando e muito sorridente, Brida Ariel, caminha em direção ao noivo quando de repente escutam um estrondo, um buraco no teto, cai um moço de pára-quedas em cima do Padre. O Padre levanta-se calmo e diz:

- Meus filhos louvem ao senhor, pois tudo o que cai do céu é abençoado. Amém!

No mesmo instante, Brida Ariel se ajeita e lança um lindo olhar para o pára-quedista.

- Me empresta a sua dentadura? Perguntou Brida Ariel para sua querida vovó de 110 anos.

Sua vovó muito gentil empresta a dentadura para sua neta que no mesmo momento abre um sorriso lindo afim de conquistar aquele homem que acabava de cair do céu. O pára-quedista ao ver um homem misterioso entrar na igreja sai correndo feito um louco. Brida Ariel ao ver seu novo amor correndo, corre mancando para alcança-lo. Enquanto tudo isso acontecia, o Padre conversava com Zecca que acabara de acordar e não sabia o que estava acontecendo. Ao ficar sabendo de tudo o que aconteceu no seu casamento, Zecca mostrava-se desconsolado. O Padre tenta deixar o Zecca mais feliz, oferece-lhe um emprego como jornalista na Rede Globo de televisão. Confessou, ainda, que há muito tempo era amigo de Roberto Marinho e que após sua morte tomou posse da emissora.

Zecca no mesmo momento aceita sua proposta e os dois foram embora da cidade, rumo ao Rio de Janeiro.

Brida Ariel consegue alcançar o pára-quedista e pergunta:

- Meu amor, qual é o seu nome?

O pára-quedista, um tanto sem folego, responde:

- Mauro Coelho.

Em seguida completa:

- Venha comigo, tenho certeza que sua beleza irá inspirar-me a escrever ótimos livros e serei conhecido mundialmente.

Foi assim que, Findolândia, perdeu dois dos poucos tantos raros habitantes e que, diante tanta confusão, a história de Brida Ariel e Zecca é contada há anos pelos habitantes nativos com muito orgulho.

Assim começa a história de Findolândia, a cidade sem fim.

História escrita originalmente em 2002. Após 6 anos a história foi, enfim, terminada.
Qualquer semelhança com a realidade será mera coincidência.



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2 Comentários

  1. Em toda a leitura lembrei de Paulo Coelho, Brida(o livro) e Zeca Camargo. Acho que foi pela semelhança dos nomes e também pela amizade que o escritor e o repórter supostamente possuem.

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